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Médicos Sem Fronteiras acusa ONU de comportamento vergonhoso no Sudão do Sul

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) acusou nesta quarta-feira a ONU de atuar de maneira “vergonhosa” com os milhares de deslocados que vivem nas bases das Nações Unidas no Sudão do Sul.

A MSF denunciou que funcionários da Missão de Assistência da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) se negaram a realizar ações para melhorar as condições de 21 mil pessoas que se encontram em uma região propensa às inundações, expostas a doenças transmissíveis pela água e a potenciais epidemias.

“Apesar do pedido de organizações humanitárias, a UNMISS não está atuando para aumentar as oportunidades (dos deslocados) de sobreviver”, afirmou a MSF em um comunicado.

Segundo a organização, na base da ONU em Tomping, na capital Juba, vivem desde dezembro do ano passado milhares de pessoas que fugiram para salvar suas vidas e que agora sofrem com diarreia, doenças de pele e infecções respiratórias, casos que representam 60% das enfermidades tratadas pelos médicos da MSF.

A coordenadora de emergências da MSF, Carolina López, relatou que, quando se registraram as primeiras chuvas, 150 latrinas foram derrubadas e a água suja se misturou a da inundação.

López advertiu que as chuvas são cada vez mais frequentes e torrenciais, e se nada for feito as “consequências serão terríveis”.

TCU aponta que faltam médicos e enfermeiros em 81% dos hospitais-gerais do SUS

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A realidade de penúria nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), vivenciada diariamente pelos brasileiros que dependem da saúde pública, aparece com clareza numa auditoria inédita do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada nesta quarta-feira pelo plenário do tribunal. Depois de visitarem 116 hospitais-gerais e prontos-socorros em todas as unidades da federação, os auditores do TCU concluíram que 81% das unidades têm déficit de médicos e enfermeiros e em 56% faltam remédios e ataduras em razão de falhas nas licitações.

A falta de equipamentos mínimos, como monitores e ventiladores pulmonares, leva ao bloqueio de leitos em 77% das unidades visitadas. Na gestão da presidente Dilma Rousseff, a quantidade de leitos ofertados pelo SUS diminuiu 3,2%. São 11,5 mil leitos a menos de 2010 para 2013, como cita a auditoria aprovada em plenário. A redução ocorreu em basicamente todo tipo de internação. No ano passado, a média no Brasil era de 2,51 leitos por mil habitantes. A média dos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi de 4,8 leitos. Na União Europeia, chegou a 5,3. A auditoria aponta que, segundo a OCDE, nos últimos dez anos, foi registrada queda média de 2% ao ano no número de leitos nos países da União Europeia.
O TCU também fiscalizou a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, cujo conselho é formado por quatro ministros – da Saúde, Casa Civil, Justiça e Fazenda. No relatório votado pelos ministros, são reproduzidas as últimas auditorias feitas no colegiado, responsável por definir o preço máximo de comercialização de medicamentos no país.
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Numa comparação com outros nove países que também têm esse tipo de regulação, os auditores constataram que o Brasil tem 23 remédios – de um grupo de 50 mais comercializados – com o maior preço de mercado. Destes 50 princípios ativos, 43 têm preço acima da média internacional. Somente dois têm o menor preço no Brasil.
Os hospitais visitados têm um agudo quadro de superlotação das alas de emergência. A frequência com que a ocupação desses leitos excede a capacidade máxima é de 64%, conforme questionários respondidos pelos gestores das unidades. De cada dez hospitais, oito têm como principal motivo para o bloqueio de leitos a falta de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. Já em seis, dentre dez unidades, o atendimento é inadequado por conta de equipamentos antigos ou desatualizados.
No caso da atenção básica em saúde, as unidades têm dificuldades de atrair ou fixar os profissionais de saúde e também falta dinheiro para custear o Programa Saúde da Família. Esta é a realidade em 65% dos hospitais visitados.
O TCU ainda vai aprofundar o estudo para, então, fazer determinações e recomendações ao Ministério da Saúde. Os próximos relatórios vão detalhar o impacto das políticas públicas adotadas pelo ministério. A pasta ainda não se pronunciou sobre a auditoria aprovada nesta quarta.

Santa Casa de Maceió forma mais 13 médicos especialistas

As instituições de saúde no Norte-Nordeste e particularmente em Alagoas devem preservar e ampliar seus programas de Residência Médica, considerando que mais de 180 mil médicos brasileiros não possuem título de especialista. Esse foi o cerne do discurso do urologista Humberto Montoro, presidente da Comissão Estadual de Residência Médica de Alagoas, na formatura da turma 2014 de médicos residentes da Santa Casa de Maceió.

Os números apresentados por Humberto Montoro revelam uma maior concentração de profissionais especialistas nas regiões Sul e Sudeste em detrimento ao Norte e Nordeste, onde predominam os médicos generalistas (ou seja, médicos sem título de especialidade).

Enquanto na Região Sul existe quase dois especialistas (1,85) para cada médico generalista, no Nordeste essa proporção é de 0,92 especialistas para cada generalista, ou seja, ocorre o inverso, há mais profissionais sem especialidade do que com título. “Daí, a importância dos atuais programas de residência na formação profissional em Alagoas e de momentos como este onde a Santa Casa de Maceió entrega a sociedade novos médicos especialistas”, disse Montoro.

Na turma 2014, a Santa Casa de Maceió formou 13 médicos residentes, sendo quatro da Clínica Médica, dois da Cirurgia Geral, um ginecologista/obstetra, um pediatra, dois ortopedistas, um nefrologista e dois otorrinolaringologistas. Do grupo, a instituição contratou um dos ortopedistas para integrar sua equipe. Outros aguardam ou já confirmaram o ingresso em importantes centros hospitalares, como o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP) e a Santa Casa de Porto Alegre, onde prosseguirão seus estudos.

Em seu discurso, na solenidade realizada no Centro de Estudos Santa Casa de Maceió, o provedor Humberto Gomes de Melo destacou os investimentos realizados na Residência Médica e seu compromisso em manter a vocação histórica da instituição como hospital de ensino. Ele lembrou que antes da abertura da Universidade Federal de Alagoas, a Santa Casa de Maceió era o campo de aprendizado da Faculdade de Medicina de Alagoas, responsável pela formação de várias gerações de médicos em Alagoas. “O reconhecimento da Santa Casa de Maceió como Hospital de Ensino, pelo Ministério da Educação e da Saúde, confirma que estamos no caminho certo”, disse o provedor.

Já o diretor médico da Santa Casa de Maceió, Artur Gomes Neto, destacou a qualidade dos profissionais egressos da Residência Médica e a contribuição da instituição em sua formação profissional. Ele citou o caso dos ortopedistas Francisco Honório Junior, Jackson José Florêncio Junior e Márcio de Farias Alves aprovados no exigente exame para título de especialista da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. “São médicos que levarão consigo o conhecimento e a prática adquiridos na Santa Casa de Maceió”, resumiu o diretor médico.

Para a gerente de Ensino e Pesquisa, Maria Alayde Mendonça Rivera, a contribuição da Santa Casa de Maceió para a sociedade é a de “formar médicos dentro dos princípios da Acreditação, empenhados em manter o foco na segurança do paciente, na excelência da prática assistencial e no humanismo da relação médico-paciente”.

Já o presidente do Centro de Estudos Professor Lourival de Melo Mota, o médico Duílio Marsiglia, lembrou aos residentes que estão na Santa Casa de Maceió de que os preceptores buscam transmitir o melhor dos seus conhecimentos; a instituição oferece os recursos necessários ao desempenho de suas atividades, mas é o desejo de aprender e ampliar os horizontes que define o perfil do profissional que será formado na Residência Médica.

Um diferencial da formatura este ano foi a abertura dos microfones para os preceptores e representantes de cada programa. Nos breves discursos “professores” e “alunos” puderam prestar homenagens e realizar agradecimentos. O evento foi concluído com a aposição da tradicional placa com o nome dos formandos e o coquetel comemorativo.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Santa Casa de Maceió

Artur Gomes Neto é entrevistado no Dia do Médico

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No Dia do Médico, o cirurgião torácico e diretor médico da Santa Casa de Maceió, Arthur Gomes Neto, foi o entrevistado do programa Feito pra Você, da TV Pajuçara.

Entrevistado pela apresentadora Fabíola Aguiar, Artur Gomes Neto falou sobre diversos assuntos, entre eles o que o motiva a exercer a profissão em mais de 30 anos de prática médica, quem o inspirou a trilhar este caminho e o que deve inspirar os estudantes em formação nas faculdades.

O cirurgião torácico falou também sobre os aspectos positivos do Sistema Único de Saúde enquanto paciente transplantado e também como médico de uma instituição como a Santa Casa de Maceió, onde 60% de seus pacientes são usuários do SUS. “Enquanto hospital Acreditado, a Santa Casa de Maceió pratica uma Medicina focada na segurança assistencial e nos mais modernos recursos disponíveis, beneficiando a todos independentemente se o paciente é do SUS, de convênio ou particular”, disse Artur Gomes Neto.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Santa Casa de Maceió

Mais de vinte médicos estrangeiros conhecem Plano Diretor de Alagoas

Treinamento é realizado com profissionais selecionados pelo ‘Mais Médicos’.

Secretário EStadual de Saúde, Jorge de Souza Villas Boas, dá boas-vindas aos médicos estrangeiros

 

Secretário EStadual de Saúde, Jorge de Souza Villas Boas, dá boas-vindas aos médicos estrangeiros

Vinte e dois médicos estrangeiros já estão em solo alagoano desde o último sábado e participam até a próxima quinta-feira de uma oficina de capacitação na Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), em Maceió.

Mesmo com saudade da família que deixou em Cuba, a médica Amarilys Alonso Madero não esconde a expectativa de atuar na cidade de Mata Grande, no sertão de Alagoas. “Disseram-me que a cidade é muito bonita, mas carente, de povo sofrido e pobre, não muito distante da realidade da população cubana, que também sofre com os problemas de saúde pública. Lá é um médico para cada 1.500 habitantes”, lembrou.

Maioria irá atuar no sertão alagoano

“O nosso trabalho não será muito diferente do nosso país. Estamos existem três semanas no Brasil, com capacitações exaustivas, mas valerá a pena”, completou.  A apoiadora do Ministério da Saúde, em Alagoas, Josinete Marques Silva, enfatizou que os médicos estrangeiros estão empolgados e com determinação em aprender ainda mais a língua e conhecer a realidade do Estado.

Os médicos estrangeiros foram selecionados pelo Programa “Mais Médicos”, do Governo Federal e ficam por três anos no País.

Dez municípios de Alagoas receberão os médicos estrangeiros, sendo 20 deles cubanos, um porto-riquenho, e um húngaro. Dois ficarão na cidade de Água Branca, dois em Mata Grande, dois em Ouro Branco, dois em São José da Tapera, dois em Jacuípe, dois em Girau do Ponciano, um em Traipu, um em Pariconha, um em Igreja Nova, e um em Inhapi.

O secretário de Saúde de Igreja Nova, Karl Rêgo Lima, disse que a cidade está com grande expectativa pelas duas médicas que chegam ao município e que deverão somar aos sete médicos já existentes no Programa de Saúde da Família (PSF).

“A dificuldade é grande de encontrar médicos que queiram atuar, sobretudo nos municípios mais distantes da capital. A estrutura da cidade em si não é muito boa, porém nos locais onde estes médicos vão atuar as condições já são melhores. O problema é que os médicos devem cumprir a carga horária de 40 horas semanais, mas não fazem por conta da baixa remuneração salarial e abandonam os PSFs. Tenho certeza que vamos perder médicos com a chegada das duas profissionais estrangeiras”, lamentou Karl Lima.

Para ele, há necessidade de ter médicos, independente do País, bem como estrutura na Atenção Básica para suprir a carência.

A diretora da Atenção Básica da Sesau, Cláudia Cerqueira, avisou que a oficina de capacitação segue até a próxima quinta-feira apresentando todo o sistema de Alagoas aos médicos estrangeiros.  No primeiro dia, eles tiveram a oportunidade de receber informações sobre o Plano Diretor do Estado.

 

 

tribunahoje.com

AL terá 14 profissionais do Programa Mais Médicos

Profissionais trabalharão em 11 cidades do Estado
Foto: ilustração

O Estado de Alagoas também deve ser inserido no Programa Mais Médicos do Governo Federal. O Estado receberá pelo menos 14 profissionais, que atuarão em 11 cidades do interior.

Nesta sexta-feira (23), o Ministério da Saúde reuniu os gestores destas cidades alagoanas, para discutir os detalhes da utilização destes médicos. Dentre os profissionais, 13 são brasileiros e um possui registro de fora do Brasil.
No encontro, os participantes alinharam os últimos detalhes para recepção e acolhimento dos profissionais nos municípios alagoanos.
Lançado em julho deste ano, o programa Mais Médicos vai levar 1.340 profissionais para 516 municípios em todo o país nesta primeira etapa. Os médicos do programa atuarão, por três anos, nas unidades básicas de saúde, recebendo bolsa mensal de R$ 10 mil custeada pelo Ministério da Saúde.
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“Quatro mil médicos estavam em estoque, esperando o embarque?”, questiona Alexandre Garcia

"Quatro mil médicos estavam em estoque, esperando o embarque?", questiona Alexandre Garcia

Foto: Divulgação
Apesar da medida ter sido anunciada recentemente, os médicos cubanos que serão importados para o Brasil já estavam se preparando há muito tempo. Nesta segunda-feira (26), 460 deles desembarcarão no país com malas prontas e passaportes emitidos. A novidade, entretanto, é a divulgação do sistema de remuneração, que irá repassar ao governo cubano 70% do salário pago pelo Brasil.

“Há muito tempo já estava decidida a importação. O dinheiro vai todo para a ditadura cubana. Aliás, todo não. São R$10 mil reais por médico. R$700 ficam com o médico. R$2,3 mil vão para a família do médico em Cuba e R$7 mil serão enviados para a ditadura cubana. Em três anos, o Brasil vai pagar R$1,5 bilhão para Cuba”, criticou o jornalista Alexandre Garcia durante comentário para a Rádio Metrópole.
“Quatro mil médicos estavam em estoque, como mercadoria de exportação, esperando o embarque?”, questionou Garcia.